23/03/2011

Panic at the disco - Vices and virtues

Com estreia adiantada para o dia 22 de março, vazou hoje (19) o mais novo álbum da banda (duo?) estadunidense Panic At the Disco: Vices and Virtues, três anos depois do lançamento do segundo álbum de estúdio (Pretty. Odd.).
Logo de cara encontramos o single da já tão conhecida e deliciosinha de ouvir The Ballad of Mona Lisa, vejam:


Vícios e Virtudes, no português livre, conta apenas com a participação de Brendon Urie e Spencer Smith, após Ryan Ross e Jon Walker terem saído em 2009. Ouçam e dêem suas opiniões: Download.


Agora Leio Clarice


Às vezes a gente se pega pensando os maiores absurdos. Ultimamente um desses meus pensamentos foi sobre como nós podemos mudar gostos e hábitos sem perceber e tão naturalmente que talvez isso se deva ao fato de que nós estamos, querendo ou não, amadurecendo.
Lembro como se fosse ontem, o que na verdade foi mesmo, quando contava as horas para o lançamentos daquela livro bem juvenil daquela autora que fazia o maior sucesso. A espera era agonizante e quando ela finalmente cessava era comum devorar o livro em algumas horas. O prazer de ler se devia única e exclusivamente à diversão e à curiosidade de conhecer as novas personagens, geralmente adolescentes confusas assim como muitas de nós éramos na época, ou melhor dizendo, nunca deixamos de ser.
A gente vai deixando o tempo passar e permitimos que esses hábitos escapem por entre os dedos, na maioria das vezes, inconscientemente. Vamos crescendo e amadurecendo junto com os personagens e autores. E o que antes julgávamos ser nossas preferências, hoje olhamos como uma parte maravilhosa e divertida do nosso passado.
É nessa que percebemos que mudamos de lado na livraria. As obras que atraem nossos olhos são recheadas de personagens quase reais que parecem saltar de nossa imaginação, não mais apenas utopias e idealizações de seres quase perfeitos. Autores que antes pareciam "criadores de histórias para adultos" agora não estão tão distantes assim.
Não me entendam mal, não estou querendo dizer que histórias juvenis não são dignas de respeito ou não tão interessantes quanto qualquer outra. Apenas me passou pela cabeça, em uma dessas horas desocupadas, que o prazer de crescer não está tão obscuro quanto parece, mas deve ser só porque agora eu leio Clarice.

Vida de Mosquinha


Sabe aquela hora que sem querer(tudo bem, você quis sim) acabamos ouvindo a conversa de outras pessoas? Então, temo admitir que hoje eu fiz isso.
Casos isolados quando isso acontece até é natural pra nós, pobres mortais. Mas existem algumas vezes que você mataria para ouvir uma certa conversa ou aquele comentário, não é mesmo? E se você fosse uma mosquinha e pudesse sair por aí xeretando a vida dos outros e descobrir o que andam falando sobre você?
Todos nós temos essa veia de curiosidade pulsando em nossas cabeças, principalmente naquela hora em que você daria tudo pra ler a mente de alguém. Mas tem gente que faz da vida de mosquinha quase uma profissão. Vamos concordar que curiosidade é saudável e até ajuda em alguns momentos - como na escolha de uma profissão, por exemplo - mas fazer disso uma obsessão pode ser bem irritante e até perigoso.
Com certeza você conhece, ou pelo menos já ouviu falar de alguém que adorava sair espiando por aí mas acabou se dando mal no fim das contas. Então cuidado, vamos aprender a usar a curiosidade de forma razoável e cuidar em não ficar grilada quanto àquela fofoca que está rolando por aí. Afinal, ninguém quer levar fama de metida, quer?