16/11/2010

Lembrei de tu, visse!


Oi pra você que sentiu falta do QP durante os últimos 5 dias. Sabe como é, viagem de formatura da escola pra Recife-PE rolou por esses dias e nada mais justo que atualizá-los com os detalhes dessa farra de fim de ano. Afinal de contas, passar mais de 12 horas sentada em uma poltrona com um monte de estudantes malucos e prontos pra explodir parece ser um máximo né não?! Haha.
Então vou contar pra vocês um pouco do que rolou nos principais lugares que a gente passou.


Nossa primeira parada oficial foi em Olinda. Essa cidade incrível e cheia de história me encantou profundamente. Parece que todo mundo lá respira arte. Fora os achados, né? Muita bugiganga bacana pra todo turista que se preze levar pra casa e artistas de rua que te deixam de queixo caído. Foi o caso de um carinha que pintava quadros perfeitos e com efeitos incríveis em cerâmica usando apenas o dedo e umas esponjinhas, isso mesmo, nada de pincel! E ainda aula de frevo no meio da praça, recital de poesia na rua, exposições de quadros modernistas pra quem quiser ver, feira da livros a céu aberto, igrejas e outras construções super preservadas... Enfim, um sonho.


No domingo foi a vez de visitar o parque de diversões mais famoso do estado: Mirabilândia. Pense num lugar massa. E por mais que não tenha dado tempo de ir em mais de dois brinquedos, a montanha russa acabou com minha noção de altura. Mas a melhor parte do dia, sem dúvida alguma, foi a Hora do Terror, onde vários atores se fantasiam de monstros assustadores e fazem um pequeno show de horrores no palco e um grande fora dele. É correria pra tudo quanto é lado, gente gritando e chorando de medo (Cof-Cof), enfim, muito legal e criativo. Ah, não se assustem, essa ferida no meu braço aí na última foto é só maquiagem, tá?!


 E no nosso último dia nesse paraíso fomos visitar a tão famosa praia de Porto de Galinhas. Eles levam essa coisa de galinha a sério demais lá. Tudo, exatamente tudo, tem a forma dessa ave. A praia é muito linda, o mar super azulzinho, as pessoas muito simpáticas, comida excelente e prepare o bolso porque é tanta coisa linda e artesanato interessante que você vai querer levar tudo pra casa.

Foi assim que encerramos nossa viagem pra Pernambuco, com mais quinze horas de viagem pela frente ficamos com uma imagem incrível na cabeça do lugar que nós vamos levar pra sempre no coração por ter sido um momento tão importante pra nós. Nossa última viagem como a turma do 3º ano do ensino médio. Obrigada a todos que participaram, foi muito bom passar todos esses dias com vocês.

Segredos


Quantas vezes você já respondeu que estava tudo bem, mesmo sem estar, para alguém que te faz aquela simples pergunta: Como vai? Será tão simples assim? Será que se fôssemos realmente sinceros em perguntas rotineiras, se é que podemos chamar assim, seríamos de certa forma mais honestos? Todos nós temos segredos, todos nós temos assuntos nos quais não dizem respeito à pessoas não tão próximas, ou até mesmo as mais chegadas. Não é desabafando toda uma situação infeliz em cima de alguém que você vai ter um pouco mais de paz. Regras implícitas de etiqueta parecem realmente necessárias nesse casos. Guardar pensamentos ou transformá-los em dissertações são duas coisas que fazem parte de uma rotina incansável de uma garota com uma caixinha de Pandora prestes a se abrir. Pensar bem antes de descarregar é uma ótima dica pra quem não está disposto a lidar com perguntas inconvenientes ou pretensiosas. Taí uma coisa que eu venho praticando ultimamente.

Realidade.


Todo aquele sentimentalismo me deixando enjoada e aquela vontade louca de jogar tudo pra cima e gritar umas baboseiras pra quem quiser ouvir vêm tomando conta de um coração não mais tão petrificado. Por que é tão difícil aceitar a realidade de um coração derretido? É difícil assumir que as coisas mudaram, que o que eu achava tão constrangedor hoje já faz um pouco mais de sentido. Mas cada vez que me imagino em uma situação como aquela onde troco os papeis e me vejo na pele da donzela indefesa as tais borboletas começam a bater asas no meu estômago. Daí fica mais fácil lembrar o porque do congelamento sentimental de anos e a prática de esconder a realidade se torna, mais uma vez, constante. Então o círculo vicioso se fecha e a realidade talvez seja consumida por ele e, provavelmente, nunca revelada.

Nem em forma de texto eu consigo fazê-la aparecer.